Este mês tem Emees e, dada a importância disso, para deixar você bem informado, conversamos com Edmar Reis Thiengo, diretor do Dij/Feees; Leonardo Tafarelo, da Fraternidade Espírita Jardim Camburi; Luciana Moura, da União Espírita Cristã e Rodrigo Calente, do Núcleo Espírita Irmão Maurício, que coordenam as atividades do encontro. Eles esclareceram todas as dúvidas. Acompanhe:
1 – Quais são os objetivos do 32º Emees?
A cada nova edição, mais fortemente se empenha a equipe em buscar os objetivos delineados desde a revitalização do projeto em 2003: promover a integração dos jovens e a mobilização das juventudes espíritas, proporcionar o estudo aprofundado da Doutrina Espírita e sensibilizar o jovem quanto à importância do autoconhecimento. Para este encontro, também se espera a promoção de reflexões especiais a respeito da sexualidade, que, em todas as pesquisas sobre o perfil do jovem brasileiro, aparece como uma das principais preocupações dessa faixa-etária.
2 – Este ano, o Emees vai tratar de “Forças Sexuais do Ser”. Como vocês planejaram desenvolver a temática?
O tema já estava definido desde o início de 2011, então os preparativos começaram bem cedo. A primeira providência foi a criação de um grupo de estudo, para dar aos evangelizadores envolvidos na concepção do encontro a segurança doutrinária que o trabalho pede. A obra “Vida e Sexo” de Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, foi eleita como basilar para o estudo do tema, e, ao longo de todo o ano, foram realizados estudos semanais, enriquecidos por obras espíritas e científicas. A partir de outubro, as reuniões de estudo deram lugar ao trabalho de planejamento propriamente dito, com a elaboração da programação e dos roteiros de estudo.
3 – O que o jovem pode esperar deste encontro?
Há muitos anos não temos um evento deste porte voltado para a discussão da sexualidade no Movimento Espírita do nosso Estado. Nas casas espíritas, são raras e pontuais as atividades que trazem essa discussão à tona, de forma clara, aberta, e livre de preconceitos. O jovem pode esperar um espaço aberto para discutir, questionar, concordar ou discordar. As questões sobre sexualidade, especialmente as que ainda são revestidas de um velado “tabu”, serão focalizadas: iniciação sexual, ficar, namorar, homossexualidade, energia sexual, pornografia… E principalmente, o jovem pode contar com uma equipe preparada e fortemente embasada nos preceitos da Doutrina Espírita, além de um grupo de trabalhadores muito motivado para fazer deste o melhor Emees da história!
4 – Vale a pena deixar de viajar ou participar da folia do carnaval para ficar um feriado prolongado discutindo a temática proposta? Por quê?
Só quem já foi ao Emees vai entender o que quero dizer. O evento é muito mais que um espaço para estudar, conhecer, discutir e fazer amigos, é também uma experiência, digamos, transcendental. Sim, é isso mesmo – transcendental, pois a energia das pessoas, as amizades que ali são feitas, criam um clima de alegria e emoção constantes… Consideramos o Emees nosso “carregador” de energias para o ano inteiro!
5 – Estamos sabendo que o médico espírita Andrei Moreira, presidente da AME-MG, foi convidado para o Emees. O que levou à escolha dele?
Exatamente uma semana após o término do 31º Emees, uma equipe do DIJ/Feees foi a Linhares, para assistir a um seminário que estava sendo promovido pelo movimento espírita local sobre homossexualidade. Esse seminário estava sendo conduzido pelo Andrei e provocou, em toda equipe, muito boa impressão. No mesmo dia, o Andrei já recebeu um convite informal para participar do Emees, esse convite foi depois oficializado pela presidente da Feees, Maria Lúcia, durante a realização do Encontro Nacional Médico-Espírita – MEDINESP, realizado pela AME-Brasil. Além de ter uma ótima dinâmica e uma fala clara e objetiva, Andrei é um estudioso do tema. Prova disso é que está publicando um livro sobre assunto, e os jovens do Emees terão a oportunidade de vê-lo em primeira mão.
6 – Qual o perfil do jovem participante do 32º Emees?
Serão mais de 250 jovens espíritas, com idade que varia de 14 a 21 anos, sendo que o grupo deste Emees caracteriza-se por apresentar um número maior de jovens entre 15 e 18 anos de idade, a maioria reside na Grande Vitória e frequentou turmas de evangelização infantil.
7 – Que municípios estarão representados neste Emees?
Teremos a participação de companheiros de Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Guaçuí, Guarapari, Linhares, Mantenópolis, Muniz Freire, Nova Venécia, , São Gabriel da Palha, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória, além de jovens de outros Estados: Americana-SP, Atibaia-SP, Barra Mansa-RJ, Belo Horizonte-MG, Bragança Paulista-SP, Nova Iguaçú-RJ, Rio de Janeiro-RJ.
8 – E o que está preparado para os Coordenadores de Juventude no evento?
Os Evangelizadores e Coordenadores de juventude participarão de seminários e estudos sobre os mesmos assuntos trabalhados com os jovens, ou seja, questões como Energia Sexual, Identidades Sexuais, Afetividade, além de um seminário sobre dinamização do trabalho com as juventudes a partir da temática da sexualidade. Para esse grupo, planejamos uma atividade em que se construirá uma série de ações que serão desenvolvidas ao longo do ano nas Casas, nos CREs, enfim, no Movimento Espírita Capixaba.
9 – Percebemos uma participação grande dos jovens no Emees. Como explicar a ausência desse jovem no dia-a-dia da casa? Há algum projeto pensado para integrar o jovem nos trabalhos das Casas?
A ausência do jovem no dia-a-dia da casa pode ser justificada por dois pontos básicos: falta de abertura para este trabalhador na casa espírita e/ou falta de capacitação e motivação do jovem. Consideramos o Emees como um grande disparador dos trabalhos do ano, justamente por ter esse alcance tão amplo, por ser extremamente motivador e agregador. Junto a isto, as ações anuais planejadas pelo DIJ/Feees contemplam atividades que visam integrar, estimular e capacitar novos trabalhadores para as casas espíritas, com foco na evangelização. Cursos, seminários, oficinas, no interior e na capital estão previstos para o ano de 2012. Todas essas são ações que contribuem para a inserção desses trabalhadores. Temos também um projeto específico, a ser desenvolvido com os próprios coordenadores de juventudes durante o Emees, com este foco integrativo, que muito poderá estimular estes “novos” trabalhadores.
10 – Como um evento do porte do Emees continua atual desde sua primeira edição em 1958?
O Emees surgiu em uma época em que Encontros de Mocidades não eram comuns no Brasil. No início, era a Comees (Confraternização de Mocidades Espíritas do ES), que nasceu graças a esforços dos companheiros Júlio Cezar Grandi Ribeiro, Dalmir Ferreira dos Santos, Walace Fernando Neves, seguidos mais tarde por Lamartine Palhano Jr, Elza Valadão Leite Archanjo e outros companheiros devotados, que se esmeravam no estudo e prática da Doutrina Espírita em período tão adverso. À medida que o tempo foi passando, o evento foi se adaptando, modernizando-se quanto a métodos e técnicas de trabalho, mas preservou sua essência, no que tange à questão do estudo sério das obras básicas da Codificação.
11 – Qual o diferencial deste 32º Emees?
É a temática e a forma como será discutida. Falar sobre sexualidade durante o período de carnaval, para um grupo de jovens, é tarefa realmente desafiadora. Devemos lembrar que o evento vai abordar a temática dentro do que há de mais moderno em termos de estudos científicos, estabelecendo consonância com a Doutrina Espírita. Com toda certeza o evento será um marco para todos nós.


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